Uma volta ao Circuito do Mónaco para comprovar a evolução da Fórmula E em 3 anos

A Fórmula E, competição completamente elétrica não atrai toda a gente, especialmente aqueles que amam motores, já que estes carros não fazem o barulho que tantos gostam.

É claramente um primeiro passo para o que se avizinha, então não vamos tratá-lo como um espetáculo passageiro e vamos começar a entender e apreciar. No final de contas, há ultrapassagens, sessões de qualificação e pódios, como em qualquer outra corrida de veículos. Nas três temporadas que já existiram, houve uma evolução interessante.

Todos os anos trabalha-se com carros mais rápidos e eficientes, com a chegada de nomes tão importantes como Audi, BMW ou Mercedes-Benz. No fundo, é uma vitrine, mas também um laboratório tecnológico que não podem ignorar. Para verificar a evolução, vamos mostrar-lhe uma volta ao Circuito do Mónaco:

 

 

O que acabou de ver foi Sébastien Buemi a dar uma volta ao Circuito do Mónaco agora e em 2015, serve pois para verificar a evolução em três anos da Fórmula E.
Buemi foi vencedor das duas últimas corridas da versão curta – 1.76 quilómetros – de Fórmula E no Circuito Monegasco (2015 e 2017). As diferenças são apreciáveis, chega-se mais rapidamente a cada ponto do circuito, e não é porque Buemi está melhor, mas é sim devido a um carro Renault mais competitivo.

O ganho real é alcançado na velocidade de corrida, que é onde a tecnologia elétrica sofre mais, tendo o carro de ser mais tempo impulsionando. Dado isto, a volta mais rápida da corrida de 2017 é 53.822, enquanto na corrida de 2015 foi 55.157.

Há coisas que não parecem bem resolvidas, como a duração das corridas, muito condicionadas pela capacidade das baterias: isso é algo que será resolvido em 2018, indo de 28 para 56kWh. Como curiosidade, este ano houve mais quatro voltas no Mónaco.

Não apreciamos muito o modo Fan Boost, uma ajuda extra na potência que recebem os três pilotos mais votados nas redes sociais. As equipas terão cada vez mais liberdade e diferenciação, as principais melhorias têm vindo com mudanças na aerodinâmica e para poder desenvolver as suas unidades de potência.

 

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