Inteligência artificial está a fazer com que drones aprendam a voar sozinhos

Estamos a chegar a um ponto em que vários dispositivos estão a apoiar-se no uso da inteligência artificial para criar sistemas de condução autónomos. Agora é a vez dos drones. Estes estão a aprender a voar e superar os obstáculos através do método teste/erro, um método popular nos seres humanos.

Os engenheiros de robótica da Universidade Carnegie Mellon apresentaram os resultados de uma curiosa experiência de ensino para voo de drones, que se baseia em deixar o drone numa sala para que, por meio de impactos, possa delimitar a área para evitar colisões e aprender a identificar outros objetos. Tudo sem a ajuda dos seres humanos.

Aprender com os erros

No total, foram obtidos 11.500 impactos em 20 cenários interiores durante 40 horas de testes, que no final foram capazes de fazer um mapa interno da área onde o drone foi capaz de voar independentemente do início ao fim. Não só o drone reconhecia objetos fixos como paredes, reconhecia também pessoas e objetos em movimento para evitar que não colidisse.

O objetivo desta experiência é melhorar a navegação autónoma do drone, que pode ajudar em áreas onde o caminho ou as condições do local são desconhecidas, onde o próprio drone pode ser capaz de mapear uma rota para tarefas de resgate ou mostrar como sair de lá.

 

 

Cada um dos drones utilizados nos testes foram programados para voar a baixa velocidade para que pudessem colidir sem danos. Após o impacto, o drone voltou ao ponto de partida tirando partido de uma nova direção, cobrindo assim todas as rotas possíveis. Todos esses dados foram armazenados para alimentar uma rede neuronal, que mais tarde servirá para programar outros drones para fazer a viagem em alta velocidade, evitando todos os obstáculos, mesmo aqueles em movimento, como pessoas.

O drone também possui uma câmara que ajuda a gravar a rota e a identificar objetos, mas ainda tem problemas em reconhecer portas de vidro e espelhos. Mesmo assim os resultados foram notáveis. Os responsáveis pelo projeto acreditam que no futuro uma frota de drones poderá ser utilizada para ajudar a mapear áreas com o objetivo de melhorar o desempenho de outros veículos autónomos.

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