O Dubai quer bater o record de altura com uma torre solar de 260 metros e uma produção de 5000 MW

Em questões de tecnologia e construção, é habitual assistirmos a certas competições (resolução máxima, potência, tamanho, etc.), algumas das quais são mais positivas em termos de produção, como as relacionadas à produção de energia renovável. Agora são os Emirados Árabes Unidos que querem competir. No Dubai, construirão a torre solar mais alta do mundo para que um dos seus parques solares seja também o mais produtivo a nível mundial.

Confirma-se assim a extensão do parque solar Mohammed bin Rashid Al Maktoum. Atualmente possui uma capacidade de 200 megawatts (MW), mas esperam aumentar para 5.000 MW em duas fases de construção. Além das placas solares, recorrerão ao que é conhecido como Concentration Solar Energy (CSP), sistema que esta torre usará.

 

Um arranha-céus para aproveitar o Sol ao máximo

O parque de Kamuthi na Índia é, atualmente, o maior do mundo. Sendo o segundo maior em capacidade total (648 MW) logo após o parque de Longyangxia Dam na China (850 MW). Os Estados Unidos são os seguintes na lista, com as estações Solar Star I e II (579 MW), Topaz Solar Farm e Desert Sunlight Solar Farm (550 MW) em terceiro, quarto e quinto, respetivamente.

Com a expansão planeada para o Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum ampliará a sua capacidade em 700 MW, com o objetivo de gerar 1.000 MW em 2020 e 5.000 MW até 2030. Esta será a quarta expansão deste parque. Começou com uma primeira fase em 2013 (13 MW), seguido de uma segunda este ano (200 MW), e com a futura terceira e quarta de 800 MW e a torre CSP de 700 MW em 2020.

 

 

O sistema CSP baseia-se no uso de lentes e refletores, que concentram uma grande quantidade de energia solar numa pequena superfície. A energia elétrica é produzida quando essa energia solar concentrada é convertida em calor e este impulsiona as turbinas (ligadas a um gerador de eletricidade). Desta forma, parte da energia é armazenada como calor e pode ser distribuída conforme necessário, tornando-a mais versátil do que uma estação fotovoltaica tradicional e, dependendo do caso, pode compensar os custos.

 

À procura de um futuro sustentável

O projeto, promovido pela Autoridade de Eletricidade e Água do Dubai (DEWA), conta com a participação da Shanghai Electric e da ACWA Power da Arábia Saudita e terá um custo de 14.200 milhões de dirhams (cerca de 3,236 milhões de euros). Por outro lado, esta expansão deverá reduzir a emissão de CO2 em 6,5 milhões de toneladas por ano e alcançar o custo mínimo por quilowatt/hora, 7,3 cêntimos de dólar.

 

torre solar dubai

 

No entanto, ainda falta um pouco para que o parque comece a crescer, sendo que a construção só começará em 2020. De acordo com o comunicado, a ideia é aumentar a produção de energia limpa nos Emirados Árabes Unidos em 7% em 2020, 25% até 2030 e 75% até 2050.

Do Dubai, geralmente vemos metas ambiciosas, com objetivos extraordinários, que normalmente têm como interesse mostrar a riqueza do emirado. Mas, neste caso, é um objetivo mais altruísta, com benefícios a nível global. É claro que construir a maior torre solar do mundo não é propriamente humilde, mas a serem “show-off” que o sejam desta forma.

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