China utiliza inteligência artificial para tentar evitar crimes antes que estes se sucedam

Obras como ‘1984’ ou ‘Minority Report’ foram janelas que nos mostraram a preocupação que poderia ser o futuro e a evolução de certas tecnologias. Em países como a China já é uma realidade, onde os direitos dos seus cidadãos continuam a ser violados.

Graças a uma inteligência artificial que é responsável por analisar os rostos de todas as pessoas, os planos do governo Chinês de tentar evitar crimes antes que aconteçam, já estão em prática.

Com este software, procuram alertar a polícia de potenciais criminosos. A companhia de reconhecimento facial Cloud Walk oferece um sistema que analisa os movimentos e comportamentos das pessoas para avaliar as suas possibilidades de cometer um crime.

Para dar-nos uma ideia, este sistema poderá ver se uma pessoa visita uma loja de armas habitualmente. Vendo onde e quando vão, atribuindo uma classificação com base no risco de cometer um crime.

A empresa está a testar o software, alertando a polícia se encontrarem alguém que poderá cometer um crime “perigosamente alto”. Este software invasivo já está integrado nas bases de dados de mais de 50 cidades e províncias.

 

inteligência artificial

 

 

Nestas bases de dados estão os dados pessoais de milhões de cidadãos chineses, compilados após anos de vigilância pelo governo chinês. O avanço das novas tecnologias tornou isso cada vez mais fácil.

No entanto, este sistema não serve apenas para antecipar possíveis crimes, já que atualmente está a monitorizar se alguém atravessa a rua imprudentemente (sem os semáforos estarem verdes ou no meio da rua) ou se alguém rouba papel higiénico de uma casa de banho.

A inteligência artificial também é usada para identificar comportamentos suspeitos em áreas densamente povoadas, algo realmente surpreendente. Um facto interessante é que a lei chinesa não permite condenar alguém que ainda não cometeu um crime.

Outros países (obviamente, os Estados Unidos estão entre eles) estão a tentar prever crimes através da análise de dados. O futuro está aqui, e não tão fascinante quanto nos levam a acreditar.

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