Drones, robots e satélites contra o fogo: novas tecnologias no combate aos incêndios florestais

No verão, a península ibérica torna-se algo do género: um carro cheio de nitroglicerina numa estrada cheia de buracos. À mais mínima faísca (seja intencional ou não), tudo é devastado. Milhares de hectares acabam consumidos pelas chamas, casas destruídas, famílias arrasadas…

E, no entanto, confronta-nos contra a dura realidade: o fogo faz parte da natureza e, mais cedo ou mais tarde, vai aparecer. Combater não só exige uma grande quantidade de prevenção e gestão florestal, mas também o uso intensivo da tecnologia mais recente.

 

O fogo é parte da natureza

fogo

 

É curioso que, quando há um terremoto, a pesquisa sobre “previsão de terremotos” disparam e é um dos poucos fenómenos naturais em que acontece.

Ninguém se pergunta se podemos prever um incêndio florestal e, no entanto, como nos terremotos, a previsão já foi feita. A geóloga Harriette Stone diz que, a maioria dos grandes terremotos (especialmente aqueles que produzem mais danos) ocorrem em locais com alta atividade sísmica, história de terremotos passados ​​e alta probabilidade de recorrência. Ou seja, a longo prazo, a previsão já foi feita e, apesar de tudo, estamos presos aos nossos deveres não feitos.

Algo parecido acontece com os incêndios florestais: sabemos com certeza que, por uma causa ou outra, o fogo aparecerá. É algo tão natural quanto a chuva e o vento, que é o mesmo que dizer que não é algo da qual podemos fugir.

Contudo, os sistemas de informação contra incêndios estão a anos-luz de outros sistemas, como aqueles que monitorizam e preveem tufões. Vivemos imprudentemente nas encostas das montanhas. Ainda mais quando percebermos que as mudanças climáticas e o abandono do campo estão a deixar as montanhas em situações cada vez mais dramáticas. Portugal vazio é um Portugal em brasas, porque sem gestão e prevenção não poderá ser outra coisa.

 

A enorme (e esquecida) tarefa de prevenir

pedrogão

 

Os incêndios florestais (especialmente os postos) são uma catástrofe ambiental, económica e humana sem paliativos. Em parte, geramos o problema com as políticas de gestão contraproducentes.

 

De qualquer forma, o fogo aparece sempre

 

Mas de qualquer forma, o fogo sempre acaba por superar nossas expectativas. Há situações, em Portugal, em que as condições meteorológicas fazem do incêndio uma armadilha da morte e, portanto, a destruição é quase garantida. Nestes casos, devemos usar toda a tecnologia disponível.

 

Tecnologia para combater o fogo

 

A ciência e a tecnologia associadas ao fogo não param de evoluir: há cada vez mais laboratórios dedicados a estudar experimentalmente o fogo para descobrir, com a maior precisão possível, a dinâmica. Também se trabalha na criação de componentes para uso contra o fogo que ajudem a atrasar a sua expansão ou, combinados com as condições meteorológicas específicas, ajudam na sua extinção.

 

 

 

O uso de drones em tarefas de reconhecimento e de robots para tarefas de extinção do fogo também está a começar a ser testado em vários incêndios. Combinado com outras tecnologias, como a Pyrosat (um sistema que usa informações de satélite para prever tanto quanto possível quais áreas são suscetíveis de se tornarem num inferno de chamas) poderão vir a converter-se numa nova e eficaz forma de combater incêndios.

Deixe o seu comentário...

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *