Uber mostra-nos o seu novo camião autónomo, adiantando-se à Google e à Tesla

A próxima batalha dentro da condução autónoma será à volta dos camiões autónomos, e nesta a Uber quer dar o primeiro golpe, ultrapassando a Google (Waymo) e a Tesla, que ainda estão a desenvolver os seus projetos.

Devemos destacar que a Uber já tem vindo a utilizar protótipos e até criou uma aliança com a Budweiser para entregar uma encomenda de cerveja a bordo de um caminhão autónomo da Otto em outubro de 2016, empresa que foi adquirida pela Uber em agosto do mesmo ano. Agora a Uber apodera-se da Otto e apresenta o seu primeiro camião independente, que é uma evolução tecnológica em relação ao ano passado.

A segunda geração de camiões autónomos da Uber

A meio de uma batalha legal entre a Uber e a Google, onde a primeira é acusada ​​de roubo de documentos confidenciais relacionados com a tecnologia de condução autónoma, a empresa anunciou a sua segunda geração de caminhões autónomos, onde se destaca a nova tecnologia com sensores LIDAR, tentando assim livrar-se das acusações da Google.

Este novo sensor LIDAR foi desenvolvido sob um design exclusivo da Uber e usa 64 canais especificamente criados para uso em camiões, ou seja, não tem nada a ver com os desenvolvimentos da Google e as informações que estão a ser discutidas no tribunal. Esses novos camiões abandonam os sensores criados pela Velodyne, que é a líder do setor.

 

camião autónomo

 

A nova divisão que será responsável pelo desenvolvimento desses camiões autónomos é conhecida como Uber ATG (Advanced Technology Group), que é composta pela equipa que fundou a Otto, com exceção de Anthony Levandowski, ex-funcionário da Google acusado de roubar informações para fundar Otto, que foi demitido da Uber.

Deve notar-se que esses novos camiões autónomos são certificados até agora sob o nível SAE 2, uma vez que o objetivo não é substituir o condutor, mas ajudar nas rotas de longo curso nas autoestradas. Os camiões Uber já começaram a ser testados nas estradas em São Francisco tendo em mira expandir para outras regiões dos Estados Unidos, onde o objetivo é criar alianças com empresas que requeiram estes serviços e impulsionar os regulamentos necessários para a sua utilização.

 

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