Embarcavas num avião co-pilotado por um braço robótico? Este já sabe pilotar um Boeing 737

Embora, em geral,  o piloto automático e condução autónoma seja um tema que está atualmente na moda, a realidade é que o piloto automático levou 100 anos para ser usado em aviões. Mas, agora, foram um pouco mais além, subindo de nível relativamente ao piloto automático, com um braço robótico capaz de descolar e aterrar um Boeing 737, sim, em simulação.

Este piloto robot foi desenvolvido pela Agência de Projetos de Investigação de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) em colaboração com a Aurora Flight Sciences. É chamado ALIAS, acrónimo que corresponde a “Aircrew Labor In-Cockpit Automation System“, e de acordo com o relatório dos testes, conseguiu ir além do que o piloto automático cobre nas operações habituais.

Um braço que pilota e fala

Geralmente, em voos comerciais, recorre-se ao piloto automático nas fases de ascensão, cruzeiro, descida e aproximação. Às vezes também é usado para a aterragem, mas deve ter sempre supervisão humana, e nunca pode ser usado na fase de táxi (quando circula na pista ou no terminal).

O que conseguiram com ALIAS é que opere um painel do Boeing 737 desde a descolagem até à aterragem, com uma manipulação precisa de todos os botões e controles necessários para tais operações. O braço robótico integra um sistema de reconhecimento de fala e também de síntese, que pode interagir com o piloto humano, se bem que este último pode sempre utilizar um tablet para a comunicação com o robot.

 

 

Também possui alguma “inteligência” quando se trata de identificar situações de emergência, refere Jessica Duda (chefe do grupo Humanos e Autonomia da Aurora Flight Sciences) no IBTimes. Além disso, pode ser integrado na posição de co-piloto de qualquer aeronave com passageiros, como uma extensão do atual sistema de piloto automático.

É realista pensar num co-piloto automático?

Sendo tudo dentro de um simulador, o verdadeiro sucesso seria se o braço robótico pudesse transferir a as suas realizações para uma cabine de um verdadeiro Boeing 737. Poderia substituir um co-piloto humano? Considerando que o atual piloto automático já é limitado e requer supervisão humana, aqui que estamos a falar de controlar o voo praticamente completo por uma máquina, incluindo a descolagem (uma das fases mais críticas) e dispensar um co-piloto humano, é difícil acreditar que podemos ver isso a acontecer em voos comerciais.

 

braço robot copiloto

 

Por agora ALIAS conseguiu um bom desempenho no simulador, e, de acordo com Aurora Flight Sciences o passo seguinte será testar num avião real. Vamos ver como essa experiência corre e com que modelo de avião vão utilizar, já que os Boeing 737 são aviões cuja capacidade pode exceder 100 passageiros (não são exatamente pequenos).

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