Investigadores criam chita robótica

O investigador Geert Folkertsma da Universidade de Twente desenvolveu um protótipo de um robot chita. Folkertsma dedicou quatro anos de pesquisa e desenvolvimento à construção de uma versão robótica em escala reduzida do animal terrestre mais rápido do mundo, com o objetivo de replicar os seus movimentos. O robot move-se usando apenas cerca de mais quinze por cento energia do que uma verdadeira chita. A defesa doutoral de Folkertsma  deste projecto único decorreu dia 21 de Abril de 2017 na Universidade de Twente.

Folkertsma refere que seria de esperar que o animal mais rápido do mundo fizesse um uso eficiente da sua energia, e que queria criar um robot da mesma maneira para futuramente aplicar esse conhecimento ao desenvolvimento de outros robots. Afirma ainda que no que se trata de mover de forma eficiente, temos muito a aprender com a chita.

Aplicações úteis

Enquanto robots a andar tendem a ser grandes e pesados, tendo passos ​​que usam muita energia, a chita corre rapidamente e sem problemas. “Ao aplicar o conhecimento sobre os padrões de movimento da chita, pode desenvolver robots que andam mais elegantemente e acima de tudo com eficiência”, foca Folkertsma. A sua pesquisa fornece conhecimento valioso que pode ser usado para otimizar os robots do futuro, projetado para nos apoiar em áreas como cuidados de saúde ou de limpeza. O conhecimento adquirido com o projeto também pode ser usado em robots de reabilitação ou próteses avançadas que são equipadas com robótica.

Pesquisa

Folkertsma estudou extensas filmagens de chitas e usou software para analisar os seus movimentos. A espinha dorsal provou-se crucial à energia que este felino gera. Dobrando e estendendo a coluna permite à chita mover-se eficientemente, correr excepcionalmente rápido e fazer saltos enormes. Segundo o investigador a grande diferença entre os robots que caminham e o robot chita é a espinha dorsal.

Resultados

O robot pode ser visto como um esqueleto simulado, com músculos e articulações em que a coluna vertebral, os ombros e os quadris ocupam a mesma posição que numa chita real.
O protótipo desenvolvido pesa 2,5 kg e tem 30 cm de comprimento: vinte vezes mais leve do que uma chita real e quatro vezes menor. Tendo em conta a diferença de peso, o robot move-se usando cerca de apenas mais quinze por cento de energia do que uma chita real. O robot pode atualmente alcançar uma velocidade de aproximadamente um quilómetro por hora.

Geert Folkertsma defendeu a sua tese de doutoramento intitulada Robótica baseada em energia e biomimética no salão Prof G. Berkhoff, no Edifício Waaier, no campus da Universidade de Twente, a 21 de abril. Realizou sua pesquisa de doutoramento no Departamento de Robótica e Mecatrônica (RAM), sob a supervisão do Prof. Stefano Stramigioli.

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